Médicos e residentes puderam acompanhar novo método cirúrgico em transmissão simultânea para o auditório
Aconteceu, nos dias 28 e 29 de maio, o I Simpósio de Oncologia Colorretal do Hospital São Vicente, que contou com a participação de quase 100 pessoas, entre médicos e residentes de Curitiba e outras cidades. As discussões giraram em torno das novas opções de tratamento que proporcionam maior controle da doença, tempo de sobrevida e qualidade de vida aos pacientes.
Especialista em oncologia cirúrgica do Hospital São Vicente, o Dr. Marciano Anghinoni fez a abertura do evento destacando a importância de discutir o tratamento para o câncer colorretal, já que é o terceiro tipo mais incidente no mundo e a segunda maior causa de morte por câncer no ocidente.
Antigamente, os pacientes em estado avançado da doença eram considerados incuráveis. Hoje, graças aos avanços da tecnologia e dos estudos, os doentes podem ter uma qualidade de vida muito melhor, e até alcançar a cura total do câncer.
Apenas desse progresso, o grande desafio ainda é a identificação da doença no início, já que o tumor, na maioria das vezes, se apresenta de maneira assintomática. “É importante esclarecer à sociedade e aos médicos que o diagnóstico precoce é de suma importância no tratamento desse câncer”, disse o Dr. Renato Pinho, que palestrou no evento.
Outra questão levantada pelos médicos no Simpósio é a aplicação dos métodos mais modernos em cirurgia e tratamento clínico para pacientes do SUS que, geralmente, não têm acesso aos melhores procedimentos. “Os casos precoces são fáceis de resolver, porém, nos mais graves, é preciso ajuda da tecnologia”, explicou o Dr. Luis Antonio Negrão Dias, um dos moderadores de mesa.
Um dos principais avanços tecnológicos discutido no Simpósio é a cirurgia laparoscópica (ou videocirurgia). Na sexta-feira houve uma conferência sobre o assunto comandada pelo Dr. Armando Melani, cirurgião do Hospital de Câncer de Barretos e referência nacional no tratamento do câncer colorretal com laparoscopia. As vantagens desse procedimento, segundo ele, são a diminuição das complicações, menor tempo de internação do paciente, além de melhor reintegração e, principalmente, menores índices de mortalidade.
Melani explicou que o Brasil detém a maior experiência nesse tipo de cirurgia, porém, os grupos ainda são pequenos. Para ele, logo existirão tecnologias ainda melhores para esse tipo de procedimento, como a cirurgia robótica. “As fronteira ainda não foram totalmente quebradas e não temos ideia de onde podemos chegar”, finalizou.
No sábado, o Dr. Melani realizou uma cirurgia videolaparoscópica com transmissão simultânea para o auditório. Assim, muitos médicos e residentes que estavam presentes no Simpósio puderam acompanhar e tirar suas dúvidas sobre o procedimento.